Cuca exalta importância de R49 para o Atlético-MG: 'Encorpou o grupo'
Para o técnico do Galo, jogador passa confiança aos mais jovens e está em fase final de adaptação ao clube
Por Vicente Seda
Rio de Janeiro
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Líder do Campeonato Brasileiro, com ainda pouco tempo de convivência,
Cuca não esconde a felicidade por ter
Ronaldinho Gaúcho
no elenco. O técnico tratou de arrumar uma maneira menos desgastante de
fazer o jogador, que agora veste o número 49, participar da criação de
jogadas. Para o técnico, o pentacampeão "encorpou" o grupo do Galo,
tornando possível a campanha com 82% de aproveitamento até a 13ª rodada
da competição.
O próprio Cuca considera difícil manter tal média, mas os elogios são
justificados pelos números. Na partida contra o Fluminense, neste
domingo, no Engenhão, o placar não saiu do zero, mas Ronaldinho foi
destaque em diversos quesitos. Foi quem mais tentou passes (34), quem
mais acertou (28) e também quem mais errou (6). Teve o maior número de
jogadas pela linha de fundo (2) e de finalizações (4). Contudo,
praticamente não participou da marcação, mesmo atuando como meia:
somente uma roubada de bola, nenhum desarme.
Sem hesitar em elogiar a marcação traçada pelo treinador tricolor, Abel
Braga, para anular o craque, o comandante atleticano explica:
- O Ronaldo chegou há pouco tempo, está em um período final de
adaptação, está jogando como meia, é uma posição que não precisa correr
de um lado para o outro, ele está ali para organizar o jogo. Não foi tão
bem contra o Fluminense, porque foi muito bem marcado, mas criou boas
jogadas.
Contra o Flu, Ronaldinho foi destaque em muiros
quesitos (Foto: Cezar Loureiro / Agência o Globo)
Cuca ressaltou a importância da presença de um craque tarimbado para os
mais jovens que estão se destacando, como a sensação da equipe,
Bernard. Para o treinador, só por estar no elenco Ronaldinho já passa
uma confiança maior a esses atletas.
- Ele encorpou muito a equipe do Atlético, os garotos e melhorou muito
as nossas jogadas de bola parada. Estamos muito contentes com ele,
tomara que vá assim até o fim do campeonato.
O treinador mencionou ainda a garra da equipe no empate em 0 a 0 no
Engenhão, mas não deixou de reclamar brevemente do gramado, castigado
pela quantidade de jogos que o estádio é forçado a receber com o
fechamento do Maracanã em função da reforma para a Copa do Mundo de
2014.
- A beleza do jogo foi a entrega, a luta, a disposição tática. A
qualidade do campo não favoreceu muito uma partida mais técnica, mas foi
um bom jogo.