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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Escola do Rio estima prejuízo de R$ 200 mil com incêndio de barracão

Alegria da Zona Sul perdeu três carros alegóricos.
Diretor diz que fogo destruiu troféus, prêmios e bandeiras da escola.

Alba Valéria Mendonça Do G1 Rio
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incêndio barracão Rio de Janeiro (Foto: Anderson Brandão/VC no G1)Incêndio atinge barracão de três escolas do Rio de Janeiro (Foto: Anderson Brandão/VC no G1)
Bombeiros fazem perícia no barracão da Alegria da Zona Sul (Foto: Alba Valéria Mendonça/ G1)Bombeiros fazem perícia no barracão da Alegria da
Zona Sul (Foto: Alba Valéria Mendonça/ G1)

Para o diretor de carnaval da escola de samba Alegria da Zona Sul, Flávio Mello, ainda é difícil olhar para o que sobrou do barracão incendiado na tarde de quarta-feira (31). A escola perdeu três carros alegóricos - sendo dois deles motorizados - além de esculturas e materiais que seriam reciclados para dar início aos trabalho para o carnaval de 2013. Um prejuízo de aproximadamente R$ 200 mil. Mas ele não perdeu a esperança de dar a volta por cima. Nesta quinta-feira (1º), Flávio acompanhou o trabalho da perícia do Corpo de Bombeiros nos galpões incendiados, na Gamboa, na Zona Portuária.
O incêndio atingiu os barracões da Porto da Pedra e da Alegria da Zona Sul, ambas do Grupo de Acesso, e da Flor da Mina, do Grupo . Os barracões pegaram fogo na Rua da Gamboa, 436, e na Rua Equador, no Santo Cristo, na Zona Portuária, por volta das 14h desta quarta. Ninguém ficou ferido.
"Nossas maiores perdas foram os troféus, prêmios e bandeiras de nossa escola que foram totalmente destruídos. Não sobrou nada da história da escola. Perdemos todo o nosso patrimônio. Com o material que estava no barracão, calculo que a gente tenha perdido uns R$ 200 mil. Mas o importante é deixar beTm claro que isso não compromete nosso carnaval.
Escolhemos o samba na semana passada e agora é que começa o trabalho para valer no barracão. Todo o projeto original será mantido", garantiu o diretor de carnaval.
Três carros alegóricos e esculturas foram destruídos no incêndio dos barracões na Zona Portuária do Rio (Foto: Alba Valéria Mendonça/ G1)Três carros alegóricos e esculturas foram
destruídos (Foto: Alba Valéria Mendonça/ G1)
Ainda neste fim de semana, Mello quer começar a limpeza e retirada do material queimado do barracão. Ele quer isolar o galpão mais atingido pelo fogo e usar os outros dois, que estavam sendo usados pela Unidos do Porto da Pedra, mas que pertencem à Alegria da Zona Sul.
"Acreditamos que em uma semana, já teremos isolado a área, alugado banheiros químicos, limpado os galpões para começarmos a construir o nosso carnaval", disse o diretor, destacando que ainda vai se reunir com dirigentes da Porto da Pedra para que desocupem a áreas para que a Alegria da Zona Sul tenha espaço para construir seus carros.
A escola também recebeu a oferta de carros de outras escolas, como Unidos de Padre Miguel, Estácio de Sá, Paraíso do Tuiuti, Arranco do Engenho de Dentro e Acadêmicos da Rocinha.
"Vamos conversar com todas elas e ver como vamos fazer. O importante é que nosso carnaval vai estar inteiro na avenida", disse Mello. A Alegria da Zona Sul será a sétma escola a desfilar no Sambódromo, na sexta-feira de carnaval.
Com o incêndio no barracão, alegorias da Porto da Pedra ocupam a rua na Gamboa (Foto: Alba Valéria Mendonça/ G1)Alegorias da Porto da Pedra ocupam a rua na
Gamboa (Foto: Alba Valéria Mendonça/ G1)
Nesta quinta-feira ao vistoriar o que sobrou do barracão, o vice-presidente da Unidos do Porto da Pedra, Godzilla, disse que a escola teve uma perda de 20% de seu material, incluindo o acervo, fantasias das baianas, bateria e do segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira e o troféu de 1997. Também foram queimadas máquinas de costura e de solda e computadores. Rebaixada no carnaval de 2012, a Porto da Pedra saiu do barracão da Cidade do Samba há cerca de dois meses.
“A Alegria da Zona Sul nos abrigou gentilmente. Mas com o incêndio e com parte do barracão interditado, vamos ter de procurar um outro teto. Antes do incêndio, já tínhamos feito um acordo para refazer todo o telhado dos quatro galpões. Agora, vamos ter de buscar um outro entendimento. A Imperatriz Leopoldinense nos ofereceu ajuda, mas é difícil arrumar um espaço para as nossas alegorias”, disse o vice-presidente.
Enquanto o acordo não chega, as alegorias da Porto da Pedra ocupam a Rua da Gamboa, que está sendo reurbanizada pelo projeto Porto Maravilha. O novo presidente da escola, o vereador Fábio Montebelo, empossado na escola de samba nesta quinta-feira, vai se reunir com dirigentes da Alegria da Zona Sul para cuidar da divisão do espaço no barracão. A Porto da Pedra é a segunda a desfilar na sexta-feira de carnaval.
Rebaixamento não mudaO presidente da Liga Escolas do Rio de Janeiro (Lierj), Déo Pessoa, informou, nesta quarta-feira, que o incêndio não vai influenciar nos critérios de rebaixamento dos desfiles do Carnaval 2013.
“Não existe hipótese de cancelar o rebaixamento. As escolas têm tempo suficiente para se reconstruir. O que elas perderam foram equipamentos, máquinas e poucas alegorias. Tenho certeza que a solidariedade das outras escolas vai fazer com que o nosso carnaval continue grandioso", disse Pessoa, na ocasião.
De acordo o presidente da (Lierj), o fogo teria começado no barracão da Flor da Mina, e se alastrado para os galpões da Alegria da Zona Sul e da Porto da Pedra.
Na Porto da Pedra, o incêndio destruiu alegorias, cerca de 30 máquinas de costura e de solda, além de tecidos e fantasias de desfiles passados.
Construção da Cidade do Samba 2
Para o presidente da Lierj, Déo Pessoa, o incêndio reforça a necessidade da construção da Cidade do Samba 2, que, segundo ele, terá uma infraestrutura melhor. Localizada na Avenida Brasil, perto de Benfica, no subúrbio do Rio, a fábrica também foi atingida por um incêndio no último dia 19. Segundo os bombeiros, ninguém ficou ferido.
Segundo os bombeiros, as chamas tomaram grandes proporções devido ao material inflamável que estava no local, como isopor, tecido e espuma.
Incêndio na Cidade do Samba
Em 2011, faltando cerca de um mês para o carnaval, quatro barracões na Cidade do Samba também foram atingidos pelo fogo. Das 12 escolas do Grupo Especial, o incêndio consumiu as fantasias da Portela, União da Ilha e a Grande Rio. Além delas, o galpão cultural da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) também foi afetado.
Na ocasião, a Liesa decidiu não rebaixar nenhuma escola do Grupo Especial. As três agremiações que sofreram danos provocados pelo incêndio não foram julgadas.
  Fonte: G1.com

Confira dicas para quem embarca
em um cruzeiro pela primeira vez

Temporada pela costa brasileira começa neste mês de novembro.
Vestuário, gastos a bordo e regras para o embarque podem deixar dúvidas.

Do G1, em São Paulo
Começa neste mês de novembro a temporada 2012/2013 de cruzeiros no litoral brasileiro. A previsão é que o primeiro navio chegue à costa do país no dia 9, inaugurando as viagens por via marítima no dia 14 com um roteiro que vai de Santos (SP) a Búzios (RJ).
Até abril de 2013, espera-se que 762 mil turistas embarquem em um dos 280 roteiros que estarão disponíveis, segundo previsão da Abremar (Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos).
Se, por um lado, o número é 15% inferior ao da temporada passada, por outro haverá mais cruzeiros de longa duração – antes predominavam os “minicruzeiros” (de 3 a 5 noites), e agora a média será de 7 noites.
Navio Splendour of the Seas (Foto: Divulgação)15 navios farão 280 roteiros pela costa brasileira entre novembro de 2012 e abril de 2013 (Foto: Divulgação)
Nos navios na costa brasileira, muitos passageiros são marinheiros de primeira viagem. Uma pesquisa feita na temporada 2010/2011 mostrou que mais de 60% dos viajantes nunca tinham feito um cruzeiro antes. Mesmo para quem está acostumado a fazer outros tipos de viagem, costumam surgir dúvidas específicas sobre os roteiros nesse meio de transporte. Confira algumas dicas a seguir:

O que levar
Não há limite de bagagem. A Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos sugere levar dois volumes por passageiro, cada um deles com no máximo 20 kg e o tamanho 40 cm x 60 cm x 30 cm.
É proibido levar a bordo itens que emitam calor (como ferros de passar, velas, incensos), armas, drogas, alimentos, bebidas ou objetos pontiagudos (facas e tesouras). Toda bagagem está sujeita a inspeção por cães farejadores.
Para o dia a dia dentro do navio, basta um vestuário informal (bermudas, camisetas, vestidos, sandálias, chinelos). Para fazer turismo em terra firme, o melhor é ter roupas confortáveis, escolhidas de acordo com o clima das paradas. Quem gosta de se exercitar pode pôr na mala também roupas de ginástica. Em geral, os navios têm academia, pista de caminhada e uma programação de aulas de exercícios.
Recomenda-se não usar trajes de banho nos corredores. Leve saídas de praia, camisetas e shorts para facilitar a passagem da piscina para o interior do navio.
Durante os jantares a bordo, não devem ser usadas roupas de banho, shorts e camisetas. Vale verificar com a companhia quais são os trajes exigidos nos jantares de cada roteiro: a maioria aceita esporte ou esporte fino, mas pode haver eventos de gala (quando é assim, especifica-se no programa da viagem).
Além das roupas, não se esqueça de colocar na mala protetor solar, remédios (inclusive para enjoo) e máquina fotográfica. Muita gente também gosta de levar binóculos, para curtir melhor a vista.
No primeiro dia, é importante levar uma bolsa de mão com uma muda de roupa, traje de banho, remédios e outros objetos pessoais. Cada navio leva em torno de 3.000 malas, e elas podem demorar a chegar à cabine.
É indispensável colocar uma etiqueta na mala com os dados do passageiro (nome, endereço, telefone) e do navio (nome, número da cabine). Em geral, as próprias companhias fornecem essa etiqueta.
Documentação
Para viagens nacionais, é preciso levar um documento de identidade (como o RG ou a carteira de motorista). Para viagens internacionais, um passaporte com no mínimo seis meses de validade.
Embarque
Verifique com antecedência a melhor maneira de chegar ao porto de partida. Muitas companhias oferecem um serviço opcional de traslado (por exemplo, de São Paulo para Santos).
Geralmente, o embarque começa quatro horas antes da partida do navio, e termina duas horas antes. Quem chegar depois disso corre o risco de não embarcar.
Os embarques sempre são realizados após as 11h da manhã. Não se recomenda chegar antes desse horário, pois os terminais ficam lotados de passageiros que estão desembarcando.
Ao chegar ao terminal, dirija-se ao setor de bagagem para deixar as malas. Elas serão levadas diretamente à sua cabine. Em seguida, é preciso ir até o balcão de atendimento da companhia para realizar o check-in (mostrar os documentos e receber as informações sobre o embarque).
Amigos e parentes podem ir se despedir no terminal, mas não podem entrar no navio.
A bordo
Os cruzeiros costumam ter várias atividades gratuitas programadas, que podem ser acompanhadas no informativo deixado nas cabines diariamente. Sessões de ginástica e ioga, aulas de danças, gincanas, teatro e música ao vivo são alguns exemplos. Em alguns casos, é preciso fazer reserva para participar.
Área de lazer de navio (Foto: Divulgação)Navios têm piscina e área para tomar sol, além de bares, restaurantes, lojas e cassino (Foto: Divulgação)
Devido às exigências sanitárias, não é permitido consumir a bordo alimentos e bebidas adquiridas fora do navio.
Como alguns locais de parada não têm porto (por exemplo, Búzios, Fernando de Noronha e Punta Del Este), o embarque e o desembarque é realizado em lanchas ou outros barcos menores que saem do navio até terra firme. Fique atento aos horários desses barcos.
Os navios têm lojas que vendem produtos de grife (roupas, joias, bebidas, maquiagem etc.) a preços mais baixos. Mas as compras só podem ser feitas quando o navio estiver navegando em alto mar, e elas fecham quando ele está atracado. A mesma regra vale para os cassinos.
É bom lembrar que menores de 18 anos não podem circular pelo cassino.
Gastos
Os gastos a bordo são em dólar e costumam ser computados em um cartão magnético, entregue no momento do embarque. Dentro do navio, é preciso definir, no local indicado pela companhia, qual é o meio de pagamento que será vinculado ao cartão (cartão de crédito ou dinheiro em espécie, por exemplo).
O preço dos cruzeiros inclui, de modo geral, a acomodação na cabine, a maioria das refeições diárias e do entretenimento a bordo (atividades recreativas, espetáculos e festas) e o uso de todas as instalações (piscina, biblioteca, discoteca etc.).
Alguns itens que não costumam estar incluídos são: bebidas, excursões opcionais em terra, jogos no cassino, serviços de lavanderia, spa e cabeleireiro, fotos do fotógrafo oficial. Quando o cruzeiro oferece o sistema all inclusive, também inclui bebidas alcoólicas e não alcoólicas. Alguns navios têm ainda restaurantes especiais, que cobram pela refeição.
Todos os navios têm serviço médico, mas a consulta é paga à parte. Sugere-se a contratação de seguro de saúde pelo prazo específico de duração do cruzeiro para que possa pedir reembolso das despesas pagas do seguro contratado.
Desembarque
Se tiver dúvidas sobre as despesas a bordo, converse com os responsáveis da companhia ainda dentro do navio. As empresas não costumam aceitar reclamações posteriores.

Ao buscar a mala, verifique se ela é mesmo a sua, pois há muitas parecidas.

No caso de cruzeiros internacionais, todos os passageiros precisam preencher a Declaração de Bagagem Acompanhada. Se houver algum produto a declarar, é preciso se apresentar à Receita Federal no desembarque.
   Fonte: G1.com

'Mago do Photoshop' lembra início 'arcaico' em 2000 e revela foto inédita

Sueco Erik Johansson cria cenas impossíveis a partir das fotos que tira.
Em entrevista ao G1, ele conta que sua 1ª câmera tinha 1.2 Megapixel.

Fábio Tito Do G1, em São Paulo
6 comentários
Aos 25 anos de idade, o artista sueco Erik Johansson possui um portfólio considerável de imagens que ele descreve como "ideias surreais realizadas de forma realística com um toque de humor", e que lhe permite o rótulo de "mago do Photoshop".
Erik Johansson, em autorretrato (Foto: Divulgação/Erik Johansson)Erik Johansson, em autorretrato
(Foto: Divulgação/Erik Johansson)
Apesar de desenvolver trabalhos publicitários como freelancer, ele não esconde que sua paixão são os projetos pessoais, onde ele extrapola a imaginação criando cenas fantásticas com a ajuda do computador. E as peças são produzidas a partir de fotografias que ele mesmo clica, já que gosta de ser responsável por todas as etapas do processo.
Em entrevista ao G1 direto de Berlim, onde mora atualmente, Erik contou por telefone como foi se descobrir um artista da manipulação das imagens e lembrou das experiências autodidatas que o levaram a aperfeiçoar sua técnica desde cedo, quando aos 15 anos ganhou a primeira câmera digital, com 1.2 Megapixels.
Formado em engenharia da computação, o sueco toca trabalhos comissionados paralelamente a seus projetos pessoais, e já produziu para empresas como Google, Microsoft e Ikea. No final de 2011, Erik foi convidado para falar sobre viagem no tempo/espaço através da imaginação e imagens em uma "TED Talk" (assista em inglês), série de palestras promovida pela organização sem fins lucrativos TED em torno de temas como tecnologia, entretenimento e design.
Erik aproveitou a entrevista para divulgar em primeira mão pelo G1 seu último projeto pessoal finalizado, a imagem que ele batizou de "Cut and fold" ("Cortar e dobrar", em inglês). Erik fala sobre a ideia na entrevista que segue logo abaixo.
Com detalhes minusciosamente trabalhados, a cena surreal criada por Erik Johansson mostra uma estrada cuja faixa central teria sido cortada por uma tesoura gigante, como se a linha tracejada fosse uma indicação de corte das que são comuns em revistas com cupons impressos (Foto: Divulgação/Erik Johansson)Com detalhes minusciosamente trabalhados, a cena surreal criada por Erik Johansson mostra uma estrada cuja faixa central teria sido cortada por uma tesoura gigante, como se a linha tracejada fosse uma indicação de corte das que são comuns em revistas com cupons impressos (Foto: Divulgação/Erik Johansson)
G1 - Li que você ganhou a primeira câmera digital aos 15 anos, no ano 2000. Você começou imediatamente a manipular as imagens que produzia?
Erik Johansson -
Eu nunca tinha mexido muito com fotografia. Já tinha tido uma câmera analógica, mas só isso. Então comecei direto no digital, e foi bastante natural começar a modificar as imagens. Comecei brincando, fazendo coisas simples como mover as coisas de lugar, alterar as cores... Eu só estava brincando, mas foi assim que eu comecei a aprender e a desenvolver essa habilidade.
Minha primeira câmera foi uma Fujifilm com 1.2 Megapixels e um cartão de memória de 32 Megabites, se não me engano (risos). Transferir uma foto para o computador demorava um bom tempo. (...) Hoje eu uso uma Canon EOS 5D Mark II (com 21 Megapixels)"
Erik Johansson, fotógrafo e artista
G1 - Como foi esse começo? Você se lembra de que equipamento usava para fotografar e como foi aprender a mexer nos programas de edição?
Erik -
Não lembro o modelo exato, mas minha primeira câmera foi uma Fujifilm com 1.2 Megapixels e um cartão de memória de 32 Megabites, se não me engano (risos). Transferir uma foto para o computador demorava um bom tempo. Não era a melhor câmera da época, mas funcionava bem para mim. E só de conseguir tirar uma foto e passá-la direto para o computador, sem nenhum processo intermediário... Era muito fácil se comparado com o filme. Foi natural esse interesse em manipular as imagens justamente porque me parecia simples demais parar por aí, não era o mesmo processo criativo de desenhar, por exemplo. E eu já tinha afinidade por computadores. Quanto ao software, acho que eu usava o Paintshop Pro, eu tinha a versão gratuita (risos). Ainda não usava o Photoshop. Mas isso tudo era só um hobby nessa época. Hoje eu uso uma Canon EOS 5D Mark II (modelo profissional com resolução de 21 Megapixels).
G1 - E quando que o hobby se tornou algo mais sério?
Erik -
Foi anos depois, por volta de 2009, quando eu estava estudando engenharia computacional. Um amigo meu comprou uma câmera, e por conta disso eu voltei a me interessar, acabei meio que "descobrindo" a fotografia uma segunda vez. Cerca de um ano depois, eu também comprei uma câmera nova, uma DSLR da Canon. E como já tinha mais conhecimento, queria fazer projetos maiores, mais avançados, dedicar mais tempo a cada foto. Ainda era um hobby, mas eu queria ver até onde iria. E quando passei a postar esses trabalhos na internet, comecei a receber alguns pedidos locais de trabalho comissionado.
'Face vs. Fist' (Face versus Punho'), de 2009. Em algumas imagens, o próprio fotógrafo aparece como personagem (Foto: Divulgação/Erik Johansson)'Face vs. Fist' (Face versus Punho'), de 2009. O
próprio fotógrafo aparece como personagem em
algumas obras (Foto: Divulgação/Erik Johansson)
G1 - Mas durante a graduação, em que momento você decidiu que seguiria apenas como fotógrafo dali em diante?
Erik -
Não foi exatamente um momento... Quando eu me formei em 2010, já estava fazendo alguns trabalhos paralelos em fotografia como freelancer para algumas agências. Isso foi como uma transição, e eu achei que seria mais difícil se já começasse em um emprego na minha área de estudo e depois quisesse migrar para a fotografia. Então decidi ficar só como freelancer por um ano, para ver como seria. Se eu não ganhasse dinheiro suficiente ou se simplesmente não desse certo, eu procuraria algo na minha área de estudo. Mas acabou dando certo, mudei-me para uma cidade maior na Suécia, decidi ficar na área por mais um ano... E há seis meses me mudei com minha namorada para Berlim.
Sinto que algumas das ideias que eu tenho precisam ir além de apenas um quadro, uma imagem. Eu quero contar uma história com mais de uma cena, e acho que isso foi o que me empurrou na direção dos filmes"
G1 - Você diz em seu site que quer começar a explorar as manipulações também em filmes...
Erik -
Sim! Ainda estou aprendendo a mexer nos softwares e descobrindo como vou desenvolver esse trabalho. Sinto que algumas das ideias que eu tenho precisam ir além de apenas um quadro, uma imagem. Eu quero contar uma história com mais de uma cena, e acho que isso foi o que me empurrou na direção dos filmes. Acho que esse plano vai estar mais bem desenvolvido dentro de um ano ou algo assim. Penso em coisas pequenas, como curta-metragens de alguns minutos. De vez em quando faço trabalhos como freelancer; também ajudo outros fotógrafos com retoques, pós-produção, e às vezes fotografo e faço retoques. Na maioria das vezes é algo em publicidade. Mas o que realmente importas para mim são os projetos pessoais. Mesmo assim às vezes preciso tocar alguns trabalhos comissionados para ganhar algum dinheiro (risos).
G1 - Você tem um blog em que mostra como algumas das suas fotos são produzidas. De onde surgiu esse interesse?
é preciso balancear, acho bom que fique algo de mistério em cada foto. Nunca exponho tudo por completo sobre uma fotografia"
Erik - Desde que comecei a colocar minhas imagens na internet, pessoas passaram a fazer perguntas e a me pedir tutoriais, esse tipo de coisa. Não sou muito bom com tutoriais, mas fico feliz em mostrar como resolvo alguns problemas para fazer as fotos. Também já gostava de ver como as outras pessoas fazem seus trabalhos, é legal compartilhar. Mas também é preciso balancear, acho bom que fique algo de mistério em cada foto. Nunca exponho tudo por completo sobre uma fotografia.
G1 - O que originou a ideia para essa sua nova fotografia, a "Cut and fold"? Você vai explicar como ela foi feita no seu blog?
Erik -
Tive a ideia para "Cut and fold" vendo revistas com indicações para corte. Aquelas linhas tracejadas ou pontilhadas com o desenho de uma tesourinha, sabe? Pensei em aplicar essa ideia na faixa central de uma rodovia e fazer com que a paisagem pareça começar a se dobrar depois do corte. Acho que vou publicar o making of só daqui a uns dias, para fazer um suspense e deixar as pessoas pensando um pouco.
'Cutting light'. de 2012 (Foto: Divulgação/Erik Johansson)'Cutting light', de 2012 (Foto: Divulgação/Erik Johansson)

'Mago do Photoshop' lembra início 'arcaico' em 2000 e revela foto inédita

Sueco Erik Johansson cria cenas impossíveis a partir das fotos que tira.
Em entrevista ao G1, ele conta que sua 1ª câmera tinha 1.2 Megapixel.

Fábio Tito Do G1, em São Paulo
6 comentários
Aos 25 anos de idade, o artista sueco Erik Johansson possui um portfólio considerável de imagens que ele descreve como "ideias surreais realizadas de forma realística com um toque de humor", e que lhe permite o rótulo de "mago do Photoshop".
Erik Johansson, em autorretrato (Foto: Divulgação/Erik Johansson)Erik Johansson, em autorretrato
(Foto: Divulgação/Erik Johansson)
Apesar de desenvolver trabalhos publicitários como freelancer, ele não esconde que sua paixão são os projetos pessoais, onde ele extrapola a imaginação criando cenas fantásticas com a ajuda do computador. E as peças são produzidas a partir de fotografias que ele mesmo clica, já que gosta de ser responsável por todas as etapas do processo.
Em entrevista ao G1 direto de Berlim, onde mora atualmente, Erik contou por telefone como foi se descobrir um artista da manipulação das imagens e lembrou das experiências autodidatas que o levaram a aperfeiçoar sua técnica desde cedo, quando aos 15 anos ganhou a primeira câmera digital, com 1.2 Megapixels.
Formado em engenharia da computação, o sueco toca trabalhos comissionados paralelamente a seus projetos pessoais, e já produziu para empresas como Google, Microsoft e Ikea. No final de 2011, Erik foi convidado para falar sobre viagem no tempo/espaço através da imaginação e imagens em uma "TED Talk" (assista em inglês), série de palestras promovida pela organização sem fins lucrativos TED em torno de temas como tecnologia, entretenimento e design.
Erik aproveitou a entrevista para divulgar em primeira mão pelo G1 seu último projeto pessoal finalizado, a imagem que ele batizou de "Cut and fold" ("Cortar e dobrar", em inglês). Erik fala sobre a ideia na entrevista que segue logo abaixo.
Com detalhes minusciosamente trabalhados, a cena surreal criada por Erik Johansson mostra uma estrada cuja faixa central teria sido cortada por uma tesoura gigante, como se a linha tracejada fosse uma indicação de corte das que são comuns em revistas com cupons impressos (Foto: Divulgação/Erik Johansson)Com detalhes minusciosamente trabalhados, a cena surreal criada por Erik Johansson mostra uma estrada cuja faixa central teria sido cortada por uma tesoura gigante, como se a linha tracejada fosse uma indicação de corte das que são comuns em revistas com cupons impressos (Foto: Divulgação/Erik Johansson)
G1 - Li que você ganhou a primeira câmera digital aos 15 anos, no ano 2000. Você começou imediatamente a manipular as imagens que produzia?
Erik Johansson -
Eu nunca tinha mexido muito com fotografia. Já tinha tido uma câmera analógica, mas só isso. Então comecei direto no digital, e foi bastante natural começar a modificar as imagens. Comecei brincando, fazendo coisas simples como mover as coisas de lugar, alterar as cores... Eu só estava brincando, mas foi assim que eu comecei a aprender e a desenvolver essa habilidade.
Minha primeira câmera foi uma Fujifilm com 1.2 Megapixels e um cartão de memória de 32 Megabites, se não me engano (risos). Transferir uma foto para o computador demorava um bom tempo. (...) Hoje eu uso uma Canon EOS 5D Mark II (com 21 Megapixels)"
Erik Johansson, fotógrafo e artista
G1 - Como foi esse começo? Você se lembra de que equipamento usava para fotografar e como foi aprender a mexer nos programas de edição?
Erik -
Não lembro o modelo exato, mas minha primeira câmera foi uma Fujifilm com 1.2 Megapixels e um cartão de memória de 32 Megabites, se não me engano (risos). Transferir uma foto para o computador demorava um bom tempo. Não era a melhor câmera da época, mas funcionava bem para mim. E só de conseguir tirar uma foto e passá-la direto para o computador, sem nenhum processo intermediário... Era muito fácil se comparado com o filme. Foi natural esse interesse em manipular as imagens justamente porque me parecia simples demais parar por aí, não era o mesmo processo criativo de desenhar, por exemplo. E eu já tinha afinidade por computadores. Quanto ao software, acho que eu usava o Paintshop Pro, eu tinha a versão gratuita (risos). Ainda não usava o Photoshop. Mas isso tudo era só um hobby nessa época. Hoje eu uso uma Canon EOS 5D Mark II (modelo profissional com resolução de 21 Megapixels).
G1 - E quando que o hobby se tornou algo mais sério?
Erik -
Foi anos depois, por volta de 2009, quando eu estava estudando engenharia computacional. Um amigo meu comprou uma câmera, e por conta disso eu voltei a me interessar, acabei meio que "descobrindo" a fotografia uma segunda vez. Cerca de um ano depois, eu também comprei uma câmera nova, uma DSLR da Canon. E como já tinha mais conhecimento, queria fazer projetos maiores, mais avançados, dedicar mais tempo a cada foto. Ainda era um hobby, mas eu queria ver até onde iria. E quando passei a postar esses trabalhos na internet, comecei a receber alguns pedidos locais de trabalho comissionado.
'Face vs. Fist' (Face versus Punho'), de 2009. Em algumas imagens, o próprio fotógrafo aparece como personagem (Foto: Divulgação/Erik Johansson)'Face vs. Fist' (Face versus Punho'), de 2009. O
próprio fotógrafo aparece como personagem em
algumas obras (Foto: Divulgação/Erik Johansson)
G1 - Mas durante a graduação, em que momento você decidiu que seguiria apenas como fotógrafo dali em diante?
Erik -
Não foi exatamente um momento... Quando eu me formei em 2010, já estava fazendo alguns trabalhos paralelos em fotografia como freelancer para algumas agências. Isso foi como uma transição, e eu achei que seria mais difícil se já começasse em um emprego na minha área de estudo e depois quisesse migrar para a fotografia. Então decidi ficar só como freelancer por um ano, para ver como seria. Se eu não ganhasse dinheiro suficiente ou se simplesmente não desse certo, eu procuraria algo na minha área de estudo. Mas acabou dando certo, mudei-me para uma cidade maior na Suécia, decidi ficar na área por mais um ano... E há seis meses me mudei com minha namorada para Berlim.
Sinto que algumas das ideias que eu tenho precisam ir além de apenas um quadro, uma imagem. Eu quero contar uma história com mais de uma cena, e acho que isso foi o que me empurrou na direção dos filmes"
G1 - Você diz em seu site que quer começar a explorar as manipulações também em filmes...
Erik -
Sim! Ainda estou aprendendo a mexer nos softwares e descobrindo como vou desenvolver esse trabalho. Sinto que algumas das ideias que eu tenho precisam ir além de apenas um quadro, uma imagem. Eu quero contar uma história com mais de uma cena, e acho que isso foi o que me empurrou na direção dos filmes. Acho que esse plano vai estar mais bem desenvolvido dentro de um ano ou algo assim. Penso em coisas pequenas, como curta-metragens de alguns minutos. De vez em quando faço trabalhos como freelancer; também ajudo outros fotógrafos com retoques, pós-produção, e às vezes fotografo e faço retoques. Na maioria das vezes é algo em publicidade. Mas o que realmente importas para mim são os projetos pessoais. Mesmo assim às vezes preciso tocar alguns trabalhos comissionados para ganhar algum dinheiro (risos).
G1 - Você tem um blog em que mostra como algumas das suas fotos são produzidas. De onde surgiu esse interesse?
é preciso balancear, acho bom que fique algo de mistério em cada foto. Nunca exponho tudo por completo sobre uma fotografia"
Erik - Desde que comecei a colocar minhas imagens na internet, pessoas passaram a fazer perguntas e a me pedir tutoriais, esse tipo de coisa. Não sou muito bom com tutoriais, mas fico feliz em mostrar como resolvo alguns problemas para fazer as fotos. Também já gostava de ver como as outras pessoas fazem seus trabalhos, é legal compartilhar. Mas também é preciso balancear, acho bom que fique algo de mistério em cada foto. Nunca exponho tudo por completo sobre uma fotografia.
G1 - O que originou a ideia para essa sua nova fotografia, a "Cut and fold"? Você vai explicar como ela foi feita no seu blog?
Erik -
Tive a ideia para "Cut and fold" vendo revistas com indicações para corte. Aquelas linhas tracejadas ou pontilhadas com o desenho de uma tesourinha, sabe? Pensei em aplicar essa ideia na faixa central de uma rodovia e fazer com que a paisagem pareça começar a se dobrar depois do corte. Acho que vou publicar o making of só daqui a uns dias, para fazer um suspense e deixar as pessoas pensando um pouco.
'Cutting light'. de 2012 (Foto: Divulgação/Erik Johansson)'Cutting light', de 2012 (Foto: Divulgação/Erik Johansson)

Mercedes presenteará Schumacher com carro de R$ 2,6 milhões, diz jornal

Heptacampeão escolheu modelo do GP de Mônaco, onde foi o melhor do treino classificatório, mas não largou na pole position em razão de punição

Por GLOBOESPORTE.COM Berlim, Alemanha
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A Mercedes dará um mimo e tanto para Michael Schumacher no fim deste ano. De acordo com o jornal alemão “Bild”, o piloto será presenteado com um carro da equipe após o GP do Brasil, etapa que marca a aposentadoria definitiva do maior campeão da história da Fórmula 1. Schumi escolheu o chassi F1 W03 pelo qual fez o melhor tempo no treino classificatório do GP de Mônaco deste ano, mas não levou a pole. Na ocasião, ele perdeu a posição de honra no grid, porque havia levado uma punição de cinco posições no grid em razão de uma batida em Bruno Senna na corrida anterior, na Espanha. Segundo a publicação, o modelo está avaliado em 1 milhão de euros, aproximadamente R$ 2,6 milhões.
Schumacher, treino GP de Mônaco (Foto: Agência Reuters)Schumacher no treino classificatório para o GP de Mônaco, no qual fez o melhor tempo (Foto: Reuters)
Após retornar à Fórmula 1 em 2010, o veterano de 43 anos decidiu abandonar definitivamente as pistas depois de três anos de resultados abaixo do esperado pelos fãs do automobilismo e por boa parte da mídia especializada. Sua melhor colocação neste período foi o terceiro lugar no GP da Europa, em Valência. Campeão por Benetton e Ferrari, o piloto admitiu a frustração em seu retorno. Ele acreditava que a união com a Mercedes, que havia adquirido a Brawn, campeã do Mundial de Construtores e de Pilotos de 2009, o faria conquistar mais um título em pelo menos dois anos. Por outro lado, Schumi disse que sua nova passagem pela categoria o fez aprender a perder, contribuindo para seu crescimento pessoal.
Schumacher é dono de todos os recordes mais importantes da categoria máxima do automobilismo mundial: número de títulos (sete), vitórias (91), pole positions (68), pódios (155) e melhores voltas (77). O alemão alcançou mais uma marca no GP da Índia do último fim de semana. Ele se tornou o piloto com mais voltas completadas na história da categoria. Ao todo são 16.644, superando em treze o brasileiro Rubens Barrichello.

Mercedes presenteará Schumacher com carro de R$ 2,6 milhões, diz jornal

Heptacampeão escolheu modelo do GP de Mônaco, onde foi o melhor do treino classificatório, mas não largou na pole position em razão de punição

Por GLOBOESPORTE.COM Berlim, Alemanha
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A Mercedes dará um mimo e tanto para Michael Schumacher no fim deste ano. De acordo com o jornal alemão “Bild”, o piloto será presenteado com um carro da equipe após o GP do Brasil, etapa que marca a aposentadoria definitiva do maior campeão da história da Fórmula 1. Schumi escolheu o chassi F1 W03 pelo qual fez o melhor tempo no treino classificatório do GP de Mônaco deste ano, mas não levou a pole. Na ocasião, ele perdeu a posição de honra no grid, porque havia levado uma punição de cinco posições no grid em razão de uma batida em Bruno Senna na corrida anterior, na Espanha. Segundo a publicação, o modelo está avaliado em 1 milhão de euros, aproximadamente R$ 2,6 milhões.
Schumacher, treino GP de Mônaco (Foto: Agência Reuters)Schumacher no treino classificatório para o GP de Mônaco, no qual fez o melhor tempo (Foto: Reuters)
Após retornar à Fórmula 1 em 2010, o veterano de 43 anos decidiu abandonar definitivamente as pistas depois de três anos de resultados abaixo do esperado pelos fãs do automobilismo e por boa parte da mídia especializada. Sua melhor colocação neste período foi o terceiro lugar no GP da Europa, em Valência. Campeão por Benetton e Ferrari, o piloto admitiu a frustração em seu retorno. Ele acreditava que a união com a Mercedes, que havia adquirido a Brawn, campeã do Mundial de Construtores e de Pilotos de 2009, o faria conquistar mais um título em pelo menos dois anos. Por outro lado, Schumi disse que sua nova passagem pela categoria o fez aprender a perder, contribuindo para seu crescimento pessoal.
Schumacher é dono de todos os recordes mais importantes da categoria máxima do automobilismo mundial: número de títulos (sete), vitórias (91), pole positions (68), pódios (155) e melhores voltas (77). O alemão alcançou mais uma marca no GP da Índia do último fim de semana. Ele se tornou o piloto com mais voltas completadas na história da categoria. Ao todo são 16.644, superando em treze o brasileiro Rubens Barrichello.
   Fonte: Globo Esporte

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Demissão de Adriano entra em pauta, mas é improvável. Zinho fica exposto

Diretor se desgasta sozinho com as indisciplinas do atacante. Justa-causa chega a voltar à baila, mas presidência teria de se posicionar. Ano é de eleição

Por Janir Júnior Rio de Janeiro
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Antes mesmo de faltar ao treino físico de terça-feira à tarde marcado para uma academia na Barra da Tijuca, Adriano já levara três advertências, o que dá ao Flamengo o direito de demitir o atacante por justa-causa, com base em cláusula contratual. Isolado e extremamente exposto no futebol, Zinho segura o caso como se fosse uma granada sem pino. Mas não vai explodir somente na mão do diretor. Qualquer decisão mais enérgica ou novas explicações sobre o destino do Imperador serão divididas com a presidente Patricia Amorim. Mas, até o momento, sobrou apenas para Zinho ter que se expor para desarmar a "bomba" Adriano, um caso sempre muito delicado por se tratar de um ídolo de grande parte da torcida.
Adriano no treino do Flamengo (Foto: Guito Moreto / Agência O Globo)Um dia após faltar pela quarta vez, Adriano sorri em treino do Fla (Foto: Guito Moreto / Agência O Globo)
Com a nova ausência, uma possível demissão entrou outra vez em pauta, não só no departamento de futebol, mas também em outros setores do clube. Entretanto, num ano com eleições presidenciais no Flamengo, qualquer ação pode gerar uma reação nas urnas e arquibancadas. Por isso, a tendência é que o futuro de Adriano só seja decidido ao término do contrato, no dia 21 de dezembro.
Zinho vive situação que remete à que foi enfrentada por Vanderlei Luxemburgo em 2011. Ao deixar o Roma, Adriano revelou seu desejo de retornar ao Flamengo. Quase todas as alas do clube eram contrárias à ideia, mas sobrou para Luxa o desgaste de ter que se expor para, repetidas vezes, dizer que o jogador não se enquadrava na filosofia de momento.
Após a mais recente falta, silêncio
Zinho, Flamengo (Foto: Pedro Kirilos / Agência o Globo)Zinho se desgasta com a condução das faltas de
Adriano (Foto: Pedro Kirilos / Agência o Globo)
Para a última terça-feira, ficou acertado entre médicos, preparadores e o próprio Adriano uma bateria de exercícios físicos em uma academia. Pouco antes do horário, o atacante teria ligado para um dos membros do staff para dizer que não compareceria. Nesta quarta, Zinho se mostrou extremamente contrariado com mais uma indisciplina. Depois de ter dado várias chances ao jogador, a paciência do dirigente chegou ao limite. E, novamente, ele teria que assumir sozinho as medidas e explicações.
Através da assessoria de imprensa, o dirigente disse que não se pronunciaria, não tinha o que falar sobre a nova ausência de Adriano.
Em duas outras situações, Zinho teve desgaste na condução do pós-faltas de Adriano: uma quando o jogador trocou o treino no Ninho do Urubu pela Vila Cruzeiro, e bateu seu carro numa moto; e outra, quando o diretor recebeu num sábado pela manhã SMS desconexas no seu celular com o atacante dizendo que não estaria presente nos treinos. Na ocasião, o jogador perdeu atividades em três dias.
Em entrevista ao repórter Eric Faria no início do mês, depois de uma das faltas, Zinho foi questionado sobre qual seria a consequência de uma novo deslize:
- Representa um término, né? - declarou o dirigente.
Estreia é uma incógnita
A participação de Adriano em uma das seis partidas restantes do Brasileirão é uma incógnita. Visivelmente fora de forma e acima do peso, o jogador poderia aparecer no banco depois de o time se livrar de vez do rebaixamento. Dorival Júnior, porém, defende a ideia de que só irá relacionar o jogador quando acreditar que não haja um exposição para o camisa 10.
Adriano já assinou três advertências desde que voltou ao Flamengo. Só isso já basta para a justa-causa, caso o clube assim queira, diz o contrato
- Primeiro, ele tem que se preparar, isso é o que conversamos desde o início. O Adriano não está parado apenas do período desde a cirurgia, faz quase dois anos que não joga uma partida completa, isso tem um peso muito grande. Não podemos colocar pressão em cima de um profissional que para nós seria fundamental se estivesse bem, preparado e treinado para jogar 10, 15 ou 90 minutos. Mas jamais vou expor um profissional em qualquer circunstância, independentemente do momento da equipe. Em primeiro lugar, está o lado profissional, o ser humano. Não vou fazer isso com o Adriano – disse Dorival, na última sexta-feira.
Advertências prontas no departamento de futebol
Depois das indisciplinas de Ronaldinho Gaúcho, o departamento de futebol do Flamengo tem advertências já prontas – com parecer jurídico do clube – apenas para serem assinadas pelo atleta que cometer algum erro de conduta. Seria a quarta de Adriano. E mais uma dor de cabeça para Zinho.
   Fonte: Globo Esporte