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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Fator Mazembe' faz Timão aumentar dose de responsabilidade na semi



Jogo contra o Al Ahly, do Egito, é visto com cautela pelos alvinegros, que prometem concentração para não repetir vexame do Inter, em 2010

Por Carlos A. Ferrari e Zé GonzalezNagoya, Japão
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Paulinho treino Corinthians (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Paulinho avisa que Timão terá dificuldades contra
o Al Ahly  (Foto: Marcos Ribolli/Globoesporte.com)
Claro que todo time brasileiro que vai para o Mundial de Clubes viaja pensando em ser campeão. Mas um tropeço inesperado do Internacional logo no primeiro jogo da edição 2010 fez os clubes do Brasil passarem a ter mais um temor. E o fantasma do “fator Mazembe”, de ser eliminado já na semifinal, também atormenta o Corinthians. Para os jogadores, chegar à decisão do próximo domingo, contra Chelsea ou Monterrey, é obrigação. Perder do Al Ahly, quarta-feira, seria uma grande frustração.
Antes do treino desta segunda, o lateral-esquerdo Fábio Santos e o volante Paulinhoderam entrevista no hotel que hospeda a delegação na cidade de Nagoya. E ambos tinham o discurso bem afinado sobre a responsabilidade de passar do primeiro jogo. No último domingo, o técnico Tite e 13 atletas estiveram no estádio de Toyota assistindo à vitória do Al Ahly sobre o Sanfrecce Hiroshima (2 a 1), resultado que classificou o time do Egito para ser o primeiro adversário do Timão e eliminou os japoneses.
- Todos colocam essa obrigação de chegar à final e nós também. Com todo respeito aos adversários, é claro. Sabemos que teremos dificuldade, enfrentaremos um time experiente, mas vamos buscar esse primeiro passo que é avançar à decisão - disse Paulinho.
Para Fábio Santos, a derrota do Internacional para o Mazembe em 2010 só fez aumentar a responsabilidade dos times brasileiros para chegar à final. Naquele ano, pela primeira vez na história, o título mundial não foi disputado numa partida entre um europeu e um sul-americano. Ao vencer o Colorado por 2 a 0, na semifinal, a equipe africana do Congo se classificou para a grande final contra o Inter de Milão. Os italianos acabaram campeões ao ganharem com facilidade por 3 a 0.
- Depois que o Inter perdeu (para o Mazembe) a responsabilidade dos outros ficou maior. Seria uma frustração muito grande ser derrotado logo no primeiro jogo - afirmou Fábio Santos.
Este é o segundo mundial do lateral. Em 2005, também no Japão, ele fazia parte do elenco são-paulino. Naquele ano, o Tricolor bateu o Liverpool na final, mas antes teve trabalho com o Al-Ittihad, da Arábia Saudita, vencendo pelo apertado placar de 3 a 2. Dessa vez, como titular, Fabio vê muita semelhança entre situação do Corinthians em 2012 e aquela do São Paulo.
- Foram duas preparações muito bem feitas e dois técnicos de estilo bastante semelhantes (Paulo Autuori era o comandante são-paulino em 2005). Espero que o desfecho seja o mesmo.
    Fonte: Globo Esporte






Padre que abençoou Tite no Japão entra no clima: 'Vai, Corinthians!'

Australiano Keith Humphries recebeu o treinador e o presidente Mário Gobbi nesta segunda: 'Que Deus esteja com eles nesse Mundial'

Por Leandro CanônicoNagoya, Japão
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O padre Keith Humphries nasceu em Sidney, na Austrália, mas vive no Japão há 38 anos. Responsável pelo Centro Católico Internacional Mikokoro, em Nagoya, cidade onde o Corinthians está concentrado para o Mundial de Clubes da Fifa, ele recebeu nesta segunda-feira o técnico Tite e o presidente Mário Gobbi.
- Eu vou rezar por eles. Que Deus esteja com todos os jogadores nesse Mundial de Clubes. Fiquei muito feliz por ter recebido a visita do técnico e do presidente na igreja. É importante ter Deus no coração e pedir que ele sempre esteja ao nosso lado - disse o padre Humphries, em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM.
É praxe nas viagens do Timão uma visita de Tite e Gobbi a uma igreja católica. Ambos são muito religiosos e gostam de pedir proteção ao time às vésperas de jogos importantes. Foi assim em todas as viagens da Taça Libertadores da América. Eles reafirmam sempre que não há pedido por vitória, mas sim pela saúde de todos.
Padre Keith Humphries de igreja em Nagoya (Foto: Leandro Canônico / Globoesporte.com)Padre Keith Humphries mostra camisa do Corinthians (Foto: Leandro Canônico / Globoesporte.com)
A estreia do Timão no Mundial de Clubes será na quarta-feira, às 19h30 (8h30 de Brasília), contra o Al Ahly, do Egito, em Toyota. Para essa partida, o padre australiano deixou uma mensagem aos jogadores. E no final dela, até arriscou uma frase em português. Na verdade, uma das que virou marca do Timão.
- Senhor, abençoe os jogadores do Corinthians e seus líderes. Ajude-os para que com o seutrabalho e talento espalhem o amor e divirtam muitas pessoas. E que eles façam um maravilhoso trabalho por Você. E eu envio uma mensagem em português: Vai, Corinthians! - falou o padre, que aceitou fazer foto segurando a camisa alvinegra.
Apesar da rápida intimidade com o futebol brasileiro, Keith Humphries não tinha ouvido falar do Corinthians antes, muito embora seja um apreciador do esporte.
Padre Keith Humphries de igreja em Nagoya (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Padre mandou mensagem em português ao time
de Tite (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
- Eu gosto de futebol, mas não pratico mais há anos. Jogava quando era criança, mas nunca fui muito bom. Para ser sincero, eu não sei muito os nomes dos clubes brasileiros, assim como acredito que no Brasil não saibam os nomes dos australianos, mas já sei que o Corinthians é um time forte, um dos maiores do país - explicou.
O Centro Católico Internacional Mikokoro, em Nagoya, funciona diariamente. As missas são comandadas por Humphries, na maioria das vezes em inglês. Segundo o padre, a procura maior é de estrangeiros, até porque o país tem como principal religião o Xintoísmo, e logo atrás o Budismo. Em média, o local recebe 400 fiéis por semana.
- Assim como a religião, o futebol é um esporte que une as pessoas. É onde os mais ricos e os mais pobres estão juntos, unidos pelo coração. Isso é muito importante. Fico feliz de saber que tem um treinador de futebol no Brasil que se preocupa em rezar - finalizou o padre australiano que recebeu Tite e Gobbi na igreja em Nagoya.
Antes da final ou da decisão de terceiro e quarto lugar, no próximo domingo, em Yokohama, é possível que Tite e Gobbi também procurem um local católico por lá.
Igreja Católica em Nagoya (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Igreja recebeu a visita de Tite e Mario Gobbi nesta segunda (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Técnicos de Bahia e Lusa reclamam de disparidade financeira no Brasileiro

Jorginho e Geninho afirmam que diferença entre investimento das equipes foi definitivo para os dois times terem sofrido até o fim com rebaixamento

Por SporTV.com São Paulo
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Bahia e Portuguesa sofreram até o fim do campeonato de 2012. Somente na rodada final do torneio que as duas equipes conseguiram se salvar do rebaixamento para a Série B. Para os técnicos dos dois times, o que mais pesou para a campanha abaixo da expectativa é a disparidade de poderio financeiro.
- O torcedor baiano quer o título, mas tem que entender que o poderio financeiro, a diferença, é muito grande. Em um campeonato que precisa ter regularidade, é quase impossível. Na Copa do Brasil, na Libertadores, é mais fácil – analisou Jorginho, técnico do Bahia, no “Bem, Amigos!”.
Geninho, da Portuguesa, segue a mesma linha e cobra mais investimento no clube.
- A Portuguesa não investiu nada. Foi menos de R$ 1 milhão para montar o elenco. Essa briga é muito desigual. Depois de fazer uma boa campanha na série B, tiraram alguns jogadores que eram pilar, e quando você tira pilar, a casa não fica em pé... – afirmou o treinador da Lusa.
Para Geninho, um pouco mais de organização faria da Portuguesa um dos melhores clubes do país.
- Se a colônia portuguesa se unisse e deixasse o orgulho de lado, a Portuguesa seria o melhor time para se trabalhar. Mas, hoje, ela depende de dois ou três abnegados e, depois, eles saem e passa a depender de outros dois e depois de outros dois – finalizou.
Os dois técnicos ainda têm futuro indefinido. Jorginho disse que ainda esta semana vai conversar com a diretoria do Bahia para definir a sua permanência. Segundo Geninho, para ficar na Portuguesa depende do projeto da Lusa para 2013, já que a equipe começa o ano disputando a Série B do Campeonato Paulista.
Geninho, no 'Bem, Amigos!' (Foto: Thiago Braga/Sportv.com)Geninho, no 'Bem, Amigos!' (Foto: Thiago Braga/Sportv.com)