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segunda-feira, 30 de julho de 2012


30/07/2012 10h00 - Atualizado em 30/07/2012 10h00

Tite confia nos retornos de Chicão e Sheik na partida contra o Vasco

Zagueiro, que tem lesão na coxa esquerda, e atacante, com problema no tornozelo esquerdo, devem atuar no próximo domingo, no Rio de Janeiro

Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo
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Emerson sheik entrevista (Foto: Richard Souza / Globoesporte.com)Sheik está em recuperação do tornozelo esquerdo
(Foto: Richard Souza / Globoesporte.com)
No último domingo, no empate por 0 a 0 com o Bahia, em Salvador, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Corinthians não teve o zagueiro Chicão e o atacante Emerson Sheik. Ambos foram vetados pelo departamento médico. Mas Tite está confiante em poder contar com eles contra o Vasco, no próximo domingo.
- É difícil falar agora. Vamos ver durante a semana, porque tem um período mais longo de recuperação. Mas acredito que sim, eles vão se recuperar - falou o técnico, logo depois do jogo contra o time baiano, no estádio de Pituaçu.
A confiança de Tite está apoiada na semana sem jogos pelo Campeonato Brasileiro. Talvez se tivesse que atuar na quarta-feira, por exemplo, o Timão teria novamente o desfalque do zagueiro e do atacante. Mas com uma semana para intensificar a recuperação é muito provável que ambos retornem.
Chicão, com um problema no músculo adutor da coxa esquerda, foi vetado da partida na última sexta-feira. Wallace entrou no seu lugar. Já Emerson Sheik foi cortado no sábado, por conta de um problema no tornozelo esquerdo. O jovem Romarinho entrou na sua vaga e fez dupla de ataque com Jorge Henrique.
Na partida contra o Vasco, no próximo domingo, às 16h, em São Januário, no Rio de Janeiro, colocará à prova a invencibilidade de cinco jogos do Corinthians no Campeonato Brasileiro. Após 13 rodadas, o Timão tem 16 pontos e está na nona colocação.

Possível rival, Corinthians é assunto pouco falado no Chelsea... de Gana

Xará do atual campeão europeu larga bem na disputa africana que dará uma vaga no Mundial de Clubes no fim do ano

Por Lucas Loos Rio de Janeiro
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Por mais que possa ser dito o contrário, é inegável que o mais roxo dos corintianos não tira um time da cabeça desde o último dia 4, quando faturou a Libertadores. Trata-se, obviamente, do inglês Chelsea, possível adversário do Timão na final do Mundial de Clubes, em dezembro. O que este torcedor pode não saber é que um homônimo do atual campeão europeu pode cruzar o caminho alvinegro rumo ao tão sonhado bi mundial. De Gana, o Berekum Chelsea disputa a Champions League africana pela primeira vez e, após uma boa largada (com uma vitória e um empate fora de casa), briga por uma vaga no Japão, mas com os pés no chão.
- Ainda estamos muito longe do Mundial. Este Chelsea tem jogadores jovens. Então, pensamos jogo por jogo e não vamos falar de Corinthians ou qualquer outro time por enquanto. Nossa meta de momento é bem clara: chegar às semifinais da Champions. É lógico que será fantástico enfrentar o outro Chelsea. Mas prefiro não ir tão longe ainda, apesar de tudo ser possível no futebol - disse o treinador da equipe, o holandês Hans Van der Pluijm, desde novembro no Chelsea e há 16 anos em Gana.
Berekum Chelsea, de Gana (Foto: Reprodução / Site Oficial)Clube mudou de nome quatro anos após ser fundado por torcedores do Chelsea (Reprodução / Site Oficial)

Logo, a palavra de ordem do Chelsea (o de Gana) é humildade. E isto tem explicação. Com um investimento que passa longe dos milhões gastos toda temporada pelo xará britânico, os africanos têm uma extensa lista de “contras”: apenas 12 anos de história; pouca tradição no futebol local; vêm de uma cidade sem peso (cerca de sete mil vivem em Berekum); e não há um suporte financeiro - muito diferente do Chelsea rico, que tem as contas pagas pelo russo Roman Abramovich.
Passo a passo até o Japão
Eric Agyemang e o técnico Hans Van der Pluijm, Berekum Chelsea, de Gana (Foto: Reprodução / Site Oficial)Agyemang é orientado por Van der Pluijm: holandês
vive há 16 anos em Gana (Reprodução / Site Oficial)
Sem investimento e tradição, a solução foi trabalhar. Os primeiros frutos saíram na temporada 2010/11, com a inédita conquista da Premier League de Gana, e - de brinde - a classificação para a Champions League, a versão africana da Libertadores, que dá vaga ao Mundial. O sorteio não foi lá muito gentil com o Chelsea, que parou no mesmo grupo do Mazembe, algoz do Inter no Mundial de 2010, e do Al Ahly, terceiro colocado da competição internacional em 2006.
Caminho do bi: Timão estreia dia 12 de dezembro em Toyota. Veja o calendário
Dentro de campo, o que se vê é a equipe de Gana com personalidade: a estreia foi com uma vitória por 3 a 2 dentro de casa sobre o Zamalek, do Egito. Em seguida, no último dia 22, eles arrancaram um empate contra o favorito Mazembe, no Congo, o que muda um poucou as coisas e trouxe o deixou um pouco de favoritismo em Berekum.
- Observando este espírito de briga do Berekum Chelsea, eu tenho a forte convicção que eles vão estar na final e não seria surpresa alguma se eles encarassem os xarás do Chelsea no Mundial de Clubes. Eles têm apenas que ajeitar a defesa e garantir que o Clottey vai manter sua forma durante o torneio - diz o jornalista Kent Mensah, da versão de Gana do site “Goal.com”, em referência ao atacante Emmanuel Clottey, que marcou todos os cinco gols do time na Champions até agora.
Emmanuel Clottey, atacante do Berekum Chelsea, de Gana. (Foto: Reprodução / Site Oficial)Clottey é o artilheiro do Chelsea: ele marcou os cinco gols do time na Champions (Reprodução / Site Oficial)
Com oito times divididos em dois grupos com turno e returno, a Champions da África tem um regulamento simples. Avançam os dois primeiros de cada chave, que se cruzam nas semis, antes da grande decisão.
A situação do grupo do Chelsea é a seguinte: o Al Ahly é o líder, com seis pontos, enquanto a equipe de Gana aparece logo em seguida, com quatro. O Mazembe tem um único ponto, resultado do empate do dia 22, e o Zamalek amarga a lanterna. As semifinais acontecem entre os dias 5 e 21 de outubro, e as finais, entre 2 e 11 de novembro.
O Semereka virou Chelsea
Presidente de Gana, John Mahama, troféu e capitão do Chelsea, Owusu Jackson (Foto: Reprodução / Site Oficial)Capitão Owusu Jackson recebe taça do presidente
de Gana (Foto: Reprodução / Site Oficial)
O clube foi fundado em 2000 com o nome de Semereka FC por dois nativos de Berekum: Emmanuel Kyeremeh e Obed Nana Nketiah. Torcedores fanáticos do Chelsea da Inglaterra, os donos decidiram, em 2004, que era hora de mudar e se inspiraram no famoso xará britânico para rebatizarem o clube, além de adotarem o nome da cidade.
Fifa divulga informações sobre
ingressos para o Mundial de Clubes

O intuito, segundo os fundadores, era criar empregos para jovens da cidade. O projeto deu certo e, inicialmente, 75% do time era formado por locais de Berekun. As coisas, entretanto, mudaram ao longo desses últimos 12 anos, o time atingiu a elite e apenas um jogador da equipe original sobreviveu às ações do tempo: Jackson Owusu. Hoje, apenas quatro atletas do elenco atual são de Berekum.
Gana se veste de azul
Os maiores campeões da primeira divisão local são Asante Kotoko e Hearts of Oak, com 22 e 20 títulos, respectivamente, e o Chelsea passa longe dos dois maiores times do país em tradição. O Coronation Park, acanhado estádio do clube (com capacidade para 10 mil torcedores), também não inspira medo nos adversários. Sem grandes rivais, a jovem equipe de Hans Van der Pluijm tem a simpatia do resto de Gana e pode-se dizer que representa o país na competição continental.
- Viemos de uma cidade pequena de apenas sete mil habitantes. Mas eu consigo ver toda a população de Gana torcendo pelo Chelsea - diz o treinador.
Berekum Chelsea, de Gana, encara o Zamalek pela Champions League da África (Foto: Reprodução / Site Oficial)Chelsea em ação pela Champions: time tem a simpatia dos rivais em Gana (Reprodução / Site Oficial)
Assim como faltam torcida e tradição, o clube também não pode se gabar de ser uma potência financeira, como no caso do rico xará inglês. Sem um patrocinador, o Chelsea tem que se virar com um orçamento limitado e a aposta é na filosofia de um elenco humilde, mas com salários em dia.
- Não temos patrocinadores. Temos apenas uma pessoa que controla a equipe e buscamos ainda uma parceria. Mas não há problema quanto a isso. Pagamos tudo em dia.
O próximo compromisso do Chelsea pela Champions League será decisivo. O time de Van der Pluijm vai ao Egito duelar contra o líder do grupo, Al Ahly, onde uma vitória pode ser um passo e tanto para as semifinais. No Grupo A, o Espérance, time da Tunísia que disputou o último Mundial, lidera com seis pontos, seguido do compatriota Étoile du Sahel, com 4. Sunshine Stars, da Nigéria, vem em seguida (1 ponto), enquanto o Chlef, da Algéria, amarga a lanterna da chave.
   Fonte: Globo Esporte

30/07/2012 13h10 - Atualizado em 30/07/2012 13h10

Confiança do elenco do Timão em Paolo Guerrero deixa Tite satisfeito

Técnico do Corinthians ressalta que peruano tem o apoio do elenco no processo de entrosamento. Ele soma 40 minutos com a camisa do clube

Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo
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Paolo Guerrero precisou de apenas 40 minutos com a camisa do Corinthians para conquistar o elenco da equipe. Depois de o peruano atuar 33 minutos no empate com o Bahia (ele já tinha jogado por sete minutos na vitória sobre o Cruzeiro), o técnico Tite ressaltou a confiança do elenco no futebol do atacante.
Na avaliação do comandante alvinegro, os outros jogadores do Corinthians viram em Guerrero uma referência no ataque. E por isso ele foi muito procurado no empate sem gols com o Bahia, domingo, em Salvador (veja vídeo acima). Os números do peruano, porém, foram ruins: duas faltas, um cartão amarelo e dois passes certos.
- Eles procuraram muito o Paolo. Mas ele passa por um processo de entrosamento, que é totalmente normal. Temos de manter a calma e criar alternativas para que ele mantenha a solidez que teve - avaliou o comandante alvinegro.
Paolo Guerrero (Foto: Rodrigo Coca / Ag. Corinthians)Paolo Guerrero atuou por 33 minutos na partida contra o Bahia (Foto: Rodrigo Coca / Ag. Corinthians)
O mais importante, segundo Tite, é que os outros jogadores do Corinthians estão confiantes no potencial do reforço peruano contratado recentemente.
- Ele adquiriu a confiança dos atletas. Isso é bom - finalizou o treinador.
Ainda sem condições físicas de atuar o tempo todo, no próximo domingo, contra o Vasco, em São Januário, no Rio de Janeiro, Paolo Guerrero deve seguir como opção no banco de reservas. Principalmente se Emerson Sheik voltar da lesão no tornozelo esquerdo que o tirou da partida diante do Bahia
  Fonte: Globo Esporte

28/07/2012 17h40 - Atualizado em 28/07/2012 17h41

Itália 'varre' o pódio na esgrima: ouro, prata e bronze no florete feminino

Atletas do país ganham todas as medalhas no primeiro dia da modalidade

Por GLOBOESPORTE.COM Londres
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A delegação italiana alcançou um feito raro logo no primeiro dia das Olimpíadas de Londres. Atletas do país conquistaram ouro, prata e bronze na disputa do florete feminino. O título ficou com Elisa Di Francisca, que derrotou sua compatriota Arianna Errigo na morte súbita de uma final equilibrada: 12 a 11. Na disputa pelo terceiro lugar, Valentina Vezzali venceu a sul-coreana Nam Hyun-hee e garantiu o pódio todo italiano.
Elisa,ariana e valentina medalhista italianas na esgrima (Foto: Agência AFP)Errigo (E), Di Francisca e Vezzali posam juntas: um pódio inteiramente italiano (Foto: Agência AFP)
Vezzali, que foi a porta-bandeira da Itália na cerimônia de abertura, buscava o tetracampeonato olímpico, mas precisou se contentar com o bronze.
- Eu queria o ouro, mas está bom ir para casa com o bronze. Foi um dia muito difícil. São cinco Olimpíadas (ela ainda ganhou uma medalha de prata em Atlanta 1996), e a pressão aumenta o tempo todo - afirmou a esgrimista.
O tetracampeonato olímpico é um feito inédito entre as mulheres. Entre os homens, só os americanos Carl Lewis, no salto em distância (entre 1984 e 1996), e Al Oerter, no lançamento de disco (entre 1956 e 1968), conseguiram a façanha
  Fonte; Globo Esporte

Brasil para no fim, perde para russas e sofre segunda derrota no basquete

Seleção brasileira até mostra bons momentos, mas vai mal nos últimos minutos e é derrotada por 69 a 59 pela Rússia

Por Bianca Rothier Londres, Inglaterra
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A seleção brasileira feminina de basquete até lutou e mostrou um bom basquete em diversos momentos. Mas, não teve tranquilidade no período decisivo e viu a Rússia disparar no último quarto. Com 20 erros durante a partida, o Brasil perdeu por 69 a 59 e sofreu sua segunda derrota em Londres 2012.
- Em dois momentos a gente vacilou e elas mataram o jogo com a Kuzina, que a é pivô que não erra um chute. A gente não podia ter tomado essas duas bolas. Foi aí que o jogo desandou. No jogo contra a França, tivemos um apagão. Parei o jogo, parei o jogo, mas não tive a reação de volta. Hoje, tivemos a reação, com a exceção das duas bolas da Kuzina. Foi aí que o jogo desandou - analisou o técnico Luis Cláudio Tarallo.
Ainda sem vencer nas Olimpíadas de Londres, a seleção brasileira ocupa a quarta posição do Grupo B e ainda cairá para o quinto ou sexto lugar, dependendo do resultado do confronto entre Grã-Bretanha e Canadá, que será nesta segunda-feira. A Rússia está em segundo, atrás da França, que derrotou o Brasil na estreia. Os quatro primeiros avançam para a próxima fase. Se avançar na quarta posição, a probabilidade é de ter os Estados Unidos pela frente nas quartas de final.
O basquete feminino volta à quadra na próxima quarta-feira. O Brasil enfrenta a Austrália, às 10h30m (de Brasília), enquanto a Rússia encara a Grã-Bretanha.
O destaque brasileiro, mais uma vez, foi a pivô Érika, que foi a cestinha da partida e conseguiu um duplo-duplo com 15 pontos e 18 rebotes. Chuca marcou 12 pontos, e Karla fez 11. Belyakova foi a maior pontuadora russa, com 14 pontos. Osipova fez 13, e Kuzina anotou 11.
Basquete damiris dantas brasil Natalya Vodopyanova rússia londres 2012 (Foto: Agência Reuters)Damiris tem dificuldades para superar a marcação da Rússia nesta segunda-feira (Foto: Agência Reuters)
O jogo
O Brasil deu bobeira logo no primeiro lance. Depois do bola ao alto, Olga Arteshina ficou livre para fazer a bandeja. Karla até respondeu rapidamente com uma bola de três, mas a seleção brasileira seguiu acumulando erros e não conseguia passar pela forte marcação adversária. Adrianinha recebeu um belo toco de Osipova, e as brasileiras ficaram quase quatro minutos sem pontuar, até que Chuca fez uma cesta.
Basquete erika souza brasil Becky Hammon Rússia Londres 2012 (Foto: Agência Reuters)Erika tenta fazer a marcação em cima de Becky
Hammon (Foto: Agência Reuters)
A Rússia aproveitou para abrir nove pontos (14 a 5), quando finalmente a equipe verde-amarela entrou no jogo. O Brasil acertou a defesa, dominou os rebotes e, com uma sequência de 10 pontos a 2, encostou no placar com uma bola de três de Karla (16 a 15). Com mais uma cesta de três pontos de cada lado, o primeiro quarto terminou com as russas vencendo por um ponto: 19 a 18.
Com uma cesta de Clarissa, a seleção brasileira assumiu a liderança do placar pela primeira vez no início do segundo quarto (20 a 19). Mas não durou muito. Muito mal no ataque, o Brasil não conseguia a ameaçara a Rússia, que voltou a abrir nove pontos (31 a 22). Nadia e Damiris conseguiram descontar, mas as europeias foram para o intervalo vencendo por 31 a 26.
A seleção brasileira voltou com tudo para o segundo tempo e marcou seis pontos seguidos, quatro deles de Érika, para ficar em vantagem (32 a 31). Novamente a liderança durou pouco. As russas voltaram a ficar na frente e abriram seis pontos de diferença (43 a 37). O Brasil até chegou a encostar, mas a Rússia conseguiu terminar o período ganhando por 49 a 43.
A Rússia ampliou a vantagem para oito pontos no início do último quarto, mas o Brasil reagiu rápido. Em mais uma cesta de três de Karla, a diferença caiu para apenas dois pontos (51 a 49). Mas a seleção parou. Nervosa, passou a cometer erros, se precipitar em arremessos e deixou a equipe europeia disparar. Viu, por exemplo, Grishaeva receber livre embaixo da cesta, errar dois arremessos e pegar dois rebotes até finalmente fazer a cesta para abrir 62 a 53. A vantagem russa chegou a 14 pontos, mas as brasileiras conseguiram duas cestas no fim para diminuir o prejuízo e perder por 69 a 59.
  Fonte: Globo Esporte

Vai! Segura! Olé! O falatório do vôlei da praia na vitória de Juliana e Larissa

Barulho constante marca festa no Horse Guards Parade, que tem corneta como sinal para grito uníssono e diálogos curtos da dupla brasileira

Por Cahê Mota Direto de Londres
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Juliana e Larissa comemoram vitória no vôlei de praia sobre a Alemanha (Foto: AFP)Juliana e Larissa vibram com a conquista de
mais um ponto contra as alemãs (Foto: AFP)
A impressão que se tem ao chegar ao Horse Guards Parade é a de que cada um dos 15 mil espectadores recebe uma orientação na entrada: “É proibido ficar em silêncio”. E, como em Londres a tradição indica que as recomendações geralmente são cumpridas, as competições do vôlei de praia nos Jogos Olímpicos são marcadas por um falatório só. Do início ao fim, falam torcedores, animadores de torcida, narrador, jogadoras e até mesmo o juiz dá sua palinha ao microfone na apresentação das duplas. Nesta segunda-feira, falaram também Juliana e Larissa, que, na base do “Vamo!”, bateram as alemãs Holtwick e Semmler por 2 a 0 (21/18 e 21/13).
De tudo que é falado na festa do vôlei de praia, no entanto, nada é mais repetido do que uma palavra típica do futebol: “Olé”. Não importa a ocasião, não importa de quem foi o ponto. Na verdade, não importa nem se a bola está em jogo. A todo instante, o som de uma corneta dá o sinal, toda a plateia levanta os braços e grita: “Olé”. Já o posto de mais falante, não há dúvidas, fica com o narrador oficial do evento, que, de forma incansável, comenta cada jogada, detalhe e, claro, joga a favor do falatório:
- Faz barulho quem está torcendo para o Brasil! Faz barulho quem está torcendo para a Alemanha! – ordenava a todo instante.
Nos raríssimos momentos de silêncio – entre o saque e a definição do ponto -, os ouvidos se voltavam para a quadra. Nesse momento, tornou-se possível escutar o papel de Juliana e Larissa no falatório.
- Erro meu, erro meu... – foram as primeiras palavras de Larissa após vacilo que quase resultou no primeiro ponto das adversárias, com 3 a 0 a favor no placar do primeiro set.
Dupla brasileira só trocou palavras de incentivo, à exceção de um momento, quando Larissa reclamou após levantamento de Juliana: "Que bola m..."
Foi a única lamentação em alto e bom som do set inicial, marcado por incentivo e orientações. Quase sempre monossilábicas:
- Vai, vai, vai! Vem! Boa! – diziam, intercalados também com o “segura” nas decisões de subir a rede para arriscar o bloqueio ou ficar parada na tentativa de defesa.
Para os britânicos, apenas uma declaração em comum: “Out (fora)” , que funciona para comemorar um ponto em erro adversário ou avisar à companheira que não se esforce em um ponto “garantido”.
Houve também momentos de sintonia com as arquibancadas, principalmente por parte de Juliana. Mesmo que virada para rede, ela incentivava a parceira com um “Vamos, Larissa” antes dos saques, em atitude repetida algumas vezes por faladores solitários das arquibancadas.
A vitória sem sustos contou ainda com alguns momentos de desabafo de Larissa, que soltou um palavrão ao ver um ataque parar na rede e reclamou pouco depois após levantamento de Juliana fora da medida:
- Que bola m...
Momento de exceção em uma partida marcada pelo “vamo!” a cada ponto comemorado e com recado para os brasileiros diante das câmeras, ainda na quadra, após o ponto final. A partir daí, o idioma oficial do falatório passou ser a o russo e o grego da dupla que se enfrentou em seguida. Antes, porém, soaram as cornetas: “Olé!”.
  Fonte: Globo Esporte

Quatro anos após Pequim, Brasil vira presa fácil para americanas no vôlei

Na reedição da final olímpica de 2008, equipe de José Roberto Guimarães vence um set, mas perde por 3 a 1 para as favoritas ao ouro em Londres

Por Rodrigo Alves Direto de Londres
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Aquele 23 de agosto de 2008, no Ginásio Capital de Pequim, ainda está fresco na memória. Diante de 12 mil torcedores, os 3 a 1 sobre os Estados Unidos serviram de guindaste para o vôlei feminino brasileiro. Com a medalha de ouro pendurada no pescoço, o nível era outro. Quase quatro anos depois, o reencontro em solo olímpico se deu em um cenário bem diferente nesta segunda-feira. Em jogo válido pela segunda rodada do grupo B, as americanas não tomaram conhecimento das atuais campeãs olímpicas. Com direito ao astro da NBA Kobe Bryant torcendo na plateia, elas cochilaram no terceiro set, mas bateram o Brasil por 3 a 1 (25/18, 25/17, 22/25 e 25/21) e mostraram quem são as favoritas para levar o ouro desta vez.
brasil x eua volei feminino (Foto: Reuters)As brasileiras caíram diante das americanas nesta segunda-feira em Londres (Foto: Reuters)
Com Destinee Hooker e Jordan Larson soltando o braço no ataque, os EUA atravessaram os dois primeiros sets com tranquilidade. Sofreram um bocado n terceiro, quando o Brasil finalmente se encontrou, mas retomaram o controle em no quarto para fechar sem sustos.
- Não gostei da atitude no primeiro e segundo sets. Estávamos muito passivos em relação aos Estados Unidos, com uma quantidade de erros muito grande. No terceiro e no quarto, a gente já viu outro comportamento. Mas a Hooker fez a diferença, e a gente não conseguiu defender. É o melhor time do mundo, eu falo isso há dois anos, não escondo de ninguém - afirmou o técnico José Roberto Guimarães após a partida.
O Brasil volta à quadra na quinta, às 18h (de Brasília), para encarar as sul-coreanas. O SporTV transmite ao vivo, e o GLOBOESPORTE.COM acompanha tudo em Tempo Real. As americanas pegam a China antes do jogo do Brasil, às 16h. A chave B tem ainda Turquia e Sérvia. Na A estão Rússia, Japão, República Dominicana, Itália, Grã-Bretanha e Argélia.
A torcida na Arena de Vôlei de Londres estava dividida, com muitas bandeiras dos dois países, e gritaria à vontade para os dois lados. Com atraso de meia hora, o jogo já começou com um rali. E numa linda largadinha de Sheilla, o Brasil saiu na frente. O segundo ponto verde-amarelo também veio numa largada, de Fernandinha, mas o equilíbrio logo deu as caras. As brasileiras viram as rivais abrirem 6/4, mas viraram para 8/7 na primeira parada técnica.
Na volta, o placar foi a 9/7, mas a força verde-amarela se esgotou aí. As americanas passaram a controlar o jogo e, sem encontrar resistência no bloqueio, esticaram o conforto na primeira parcial. Com um ataque de Larson pela ponta, fim de papo: 25/18.
Kobe acompanhou a vitória dos EUA sobre o Brasil no vôlei feminino (Foto:  REUTERS/Ivan Alvarado)Kobe Bryant acompanhou a vitória dos EUA sobre o
Brasil no vôlei feminino (Foto: REUTERS)
Kobe relaxado
No intervalo para o segundo set, o telão do ginásio mostrou Kobe Bryant, astro da seleção americana de basquete, que foi à arena ver as compatriotas do vôlei e sentou-se no meio da torcida. A expressão tranquila do astro da NBA era a tônica de um jogo tranquilo para o seu país.
Com a bola no ar de novo, o panorama se manteve. Os EUA foram para a parada técnica com 8/5 na manga, e daí em diante o abismo só aumentou. O Brasil não conseguia se encontrar, e o placar logo pulou para 16/7. Quando as americanas chegaram a 20, as brasileiras só tinham metade disso. Larson e Hooker continuavam castigando a defesa verde-amarela, e não foi difícil chegar aos 25/17 com mais uma ataque de Hooker.
O primeiro bloqueio do Brasil no jogo veio no início do terceiro set, com Sheilla. Quando a equipe fez 5/3, num ataque de Paula, a atacante sentiu dores no pé direito após. Agachou-se, mancou um pouco, mas foi para o saque. Caprichou, a recepção americana foi ruim, e o ataque para fora deu a até então inédita vantagem de três pontos para as meninas de Zé Roberto: 6/3, que se transformaram em 8/3 na parada técnica.
Adenízia chamou a torcida, que respondeu gritando nas arquibancadas. Na quadra, os EUA apertaram, mas o Brasil segurava bravamente os dois pontos de vantagem. Durou pouco. Com o bloqueio forte, as americanas viraram ainda antes da segunda parada: 16/15. Desta vez, no entanto, o time de amarelo manteve a cabeça no lugar. Com um belo bloqueio de Fabiana, a vantagem chegou a 23/21. Paula ainda pisou na linha no saque e entregou um ponto de graça, mas a vitória no set veio com Thaisa, numa bola dividida na rede: 25/22.
vÔlei jaqueline brasil EUA Londres 2012 (Foto: Agência Reuters)O Brasil de Fabi (à esq.) e Jaqueline não conseguiu superar as americanas (Foto: Agência Reuters)
O quarto set viu as americanas retomando o controle logo no início, quando abriram 8/5. O Brasil ensaiou uma reação, cortou para um ponto, mas viu as rivais abrirem 16/12. Quando a diferença caiu para dois, o técnico Hugh McCutcheon chamou suas meninas para conversar. Deu certo, e a diferença logo pulou para quatro de novo. Aí foi a vez de Zé Roberto parar o jogo.
Mas já era tarde. Bastou aos Estados Unidos segurar a dianteira e conduzir a partida até o fim. Com a segunda vitória nas Olimpíadas, a equipe segue mais favorita do que nunca. Para o Brasil, fica o alerta de que será preciso subir alguns degraus para chegar ao bicampeonato.
  Fonte: Globo Esporte


sábado, 28 de julho de 2012

Leandro Cardoso vê evolução do ABC e alerta para próximo rival

Para zagueiro, que assumiu titularidade recentemente, time está em ascensão. No sábado, equipe recebe o Guaratinguetá no Frasqueirão

Por GLOBOESPORTE.COM Natal
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LEandro cardoso abc coletiva (Foto: Divulgação / Site oficial do ABC)Leandro Cardoso vê evolução do time
(Foto: Divulgação / Site oficial do ABC)
Após assumir a titularidade recentemente no ABC, o zagueiro Leandro Cardoso tem sido um dos destaques da equipe. O defensor está satisfeito com o momento do time, que vem de um empate e uma vitória, e está na 14ª colocação com 13 pontos. Para ele, contudo, é preciso manter o ritmo e melhor para fugir de vez da zona de rebaixamento.
- Temos mais um jogo difícil no próximo sábado e precisamos manter a mesma dedicação e empenho que temos demonstrado nos últimos jogos para buscarmos mais um bom resultado. A nossa equipe está em crescimento. Vencemos o último jogo, fora de casa, mas mesmo antes, quando o resultado não estava aparecendo, vínhamos jogando bem. A vitória nos deu mais confiança - comentou.
O próximo adversário do ABC é o Guaratinguetá, no sábado, às 16h20m (de Brasília), no Frasqueirão. Apesar da colocação ruim do rival, que é o 18º com apenas nove pontos, Leandro Cardoso colocou o time em alerta.
- Sabemos que o Guaratinguetá não vem bem e, por isso, precisamos de uma atenção redobrada. Eles virão querendo somar pontos e teremos que estar bem preparados e concentrados para não sermos surpreendidos - concluiu.
  Fonte: Globo Esporte