qua, 07/12/11
por joao marcelo garcez |
categoria Brasileirão 2011
Após o bicampeonato brasileiro, em 1984, quando Romerito e Tato faturaram a Bola de Prata, o Fluminense viveu um período de carências que coincidiu com o declínio técnico vivido pelo clube no fim dos anos 80 e que atravessou praticamente toda a década seguinte. Por isso, de 1985 a 2004, apenas dois jogadores tricolores foram eleitos os melhores em suas posições – Renato Gaúcho (atacante), em 1995, e Roger (meia), em 2001.
A partir de 2005, porém, o clube viveu um boom de atletas premiados, algo que também coincidiu com a progressiva melhora dos resultados esportivos do time em campo, em que voltou a conquistar títulos expressivos e a figurar em decisões internacionais. Desde então, muitos foram os atletas do Flu que levantaram o troféu e o nome da instituição na mais tradicional premiação esportiva do país (desde 1970, ano do primeiro título brasileiro do Flu). Petkovic, em 2005, Thiago Silva e Thiago Neves, em 2007, Mariano e Conca, em 2010, e Fred, em 2011 ganharam a Bola de Prata. Thiago Neves, com ineditismo para o Flu, e Conca foram além a faturaram também a Bola de Ouro (troféu destinado ao melhor jogador da competição) em 2007 e 2010.
Oito troféus em sete edições, média superior a um por temporada. Números que denotam a mudança (ou o regresso) de patamar do Flu, decano dos gigantes brasileiros, na escala nacional. Para orgulho de uma nação de torcedores e alívio de uma geração balzaquiana que cresceu acompanhando o clube fazendo o movimento inverso.
Respeito não se compra. Se conquista. Notável, o Flu fez por onde. E conseguiu o seu.
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Tirar leite de pedra parece ser algo impossível, mas o Flu, de maneira racional, austera e organizada, vem conseguindo. Depois de voltar ao Ato Trabalhista, na última semana, o clube, que não mais terá suas rendas penhoradas pela Justiça, aumentou sua receita na venda de ingressos com um simples “aperto” na exigência de documentos no ato de compra. Com esta medida, “a farra do boi” foi deixada de lado e a venda de meias-entradas, antes representado pelo expressivo percentual de 51% da carga total, caiu para apenas 36% em 2011.
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Fonte: Globo esporte
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