Sarkozy critica ex-premiê líbio por ligar sua campanha de 2007 a Kadhafi
Ex-primeiro-ministro Al-Baghdadi al-Mahmudi confirmou denúncia de site.
Francês em busca da reeleição nega ter recebido 50 milhões de euros.
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O presidente francês Nicolas Sarkozy classificou de "infâmia" as
acusações do ex-primeiro-ministro líbio Al-Baghdadi al-Mahmudi sobre o
suposto financiamento que o regime de Muammar Kadhafi teria dado a sua
campanha presidencial de 2007.
"Ontem, o Conselho Nacional de Transição, o governo líbio, indicou que era algo falso", afirmou, insistindo que as acusações de Al-Mahmudi são uma infâmia. "É grotesco", acrescentou.
O ex-primeiro-ministro líbio, preso na Tunísia, afirmou que o regime de Muammar Kadhafi financiou a campanha de 2007 de Sarkozy, segundo afirmaram seus advogados nesta quinta-feira em Túnis.
Kadhafi
(esq.) e Sarkozy deixam sala após assinatura de contratos comerciais,
em imagem de dezembro de 2007 (Foto: Patrick Hertzog/Reuters)
"Muammar Kadhafi, seu regime e os dirigentes que trabalhavam com ele
financiaram a campanha eleitoral de Sarkozy em 2007", declarou Me Beshir
Essid, mencionando uma quantia de 50 milhões de euros.
Segundo este advogado, o ex-primeiro-ministro líbio afirmou que "o acordo foi fechado por Musa Kusa (ex-chefe dos serviços de informação exteriores) por instrução de Kadhafi e assegurou que existem documentos que provam a transação".
"Minha prisão em Túnis foi instigada pelo presidente francês para que não sejam revelados os detalhes sobre o financiamento de sua campanha em 2007", afirmou o advogado Mabruk Kurchid, citando as palavras de seu cliente hospitalizado.
No final de abril, Sarkozy anunciou que iria apresentar uma ação judicial contra o portal Mediapart por ter publicado um documento, que ele chamou de "falso", sobre o citado financiamento.
O Mediapart publicou um documento assinado por um ex-dirigente líbio que afirma que o regime de Muammar Kadhafi aceitou, em 2006, financiar com "50 milhões de euros" a campanha presidencial de Nicolas Sarkozy em 2007.
No documento em árabe, Mussa Kusa, então diretor da inteligência externa da Líbia, registra um "acordo de princípio" para "apoiar a campanha eleitoral do candidato às eleições presidenciais, Nicolas Sarkozy, por um valor de 50 milhões de euros".
Bashir Saleh, ex-presidente do Fundo Líbio de Investimentos Africanos, seria o destinatário da mensagem.
Os dois ex-funcionários do governo líbio afirmaram que o documento é falso.
O Conselho Nacional de Transição (CNT), no poder na Líbia desde a queda de Muammar Kadhafi, afirmou que a carta em questão parece ser uma falsificação.
"Achamos que a carta é falsificada", declarou à imprensa o chefe do CNT, Mustafá Abdel Jalil.
Fonte: portal: G1
"Ontem, o Conselho Nacional de Transição, o governo líbio, indicou que era algo falso", afirmou, insistindo que as acusações de Al-Mahmudi são uma infâmia. "É grotesco", acrescentou.
O ex-primeiro-ministro líbio, preso na Tunísia, afirmou que o regime de Muammar Kadhafi financiou a campanha de 2007 de Sarkozy, segundo afirmaram seus advogados nesta quinta-feira em Túnis.
Segundo este advogado, o ex-primeiro-ministro líbio afirmou que "o acordo foi fechado por Musa Kusa (ex-chefe dos serviços de informação exteriores) por instrução de Kadhafi e assegurou que existem documentos que provam a transação".
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Outro advogado de Al-Baghdadi al-Mahmudi - que tem a extradição pedida
por Trípoli - confirmou esta versão, indicando que, segundo seu cliente,
o presidente francês está por trás de sua prisão em Túnis."Minha prisão em Túnis foi instigada pelo presidente francês para que não sejam revelados os detalhes sobre o financiamento de sua campanha em 2007", afirmou o advogado Mabruk Kurchid, citando as palavras de seu cliente hospitalizado.
No final de abril, Sarkozy anunciou que iria apresentar uma ação judicial contra o portal Mediapart por ter publicado um documento, que ele chamou de "falso", sobre o citado financiamento.
O Mediapart publicou um documento assinado por um ex-dirigente líbio que afirma que o regime de Muammar Kadhafi aceitou, em 2006, financiar com "50 milhões de euros" a campanha presidencial de Nicolas Sarkozy em 2007.
No documento em árabe, Mussa Kusa, então diretor da inteligência externa da Líbia, registra um "acordo de princípio" para "apoiar a campanha eleitoral do candidato às eleições presidenciais, Nicolas Sarkozy, por um valor de 50 milhões de euros".
Bashir Saleh, ex-presidente do Fundo Líbio de Investimentos Africanos, seria o destinatário da mensagem.
Os dois ex-funcionários do governo líbio afirmaram que o documento é falso.
O Conselho Nacional de Transição (CNT), no poder na Líbia desde a queda de Muammar Kadhafi, afirmou que a carta em questão parece ser uma falsificação.
"Achamos que a carta é falsificada", declarou à imprensa o chefe do CNT, Mustafá Abdel Jalil.
Fonte: portal: G1
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