No Alianza Lima, Guerrero deixa fama de 'bad boy' e inspiração em Ronaldo
Atacante do Corinthians desacatou treinador com 13 anos. Por outro lado, teve 'incentivo' de ex-dono da 9 do Timão em preleção de clássico da base
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O atacante Paolo Guerrero, herói do Corinthians no título do Mundial de Clubes, é uma pessoa calma, atende a fãs com tranquilidade e está sempre sorrindo. No entanto, quando entra em campo se transforma. O jogador ainda não expôs tal faceta no Timão, mas ela foi claramente vista no Hamburgo em 2010, quando ele chegou a jogar uma garrafa em um torcedor. Para os familiares e antigos treinadores, isso não é novidade. O centroavante tem temperamento explosivo nos jogos desde quando era criança, na base do Alianza Lima.
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O exemplo mais claro da competitividade de Guerrero foi dado aos 13
anos. Quem acha que a atitude de Paulo Henrique Ganso na final do
Paulistão de 2010, entre Santos e Santo André, quando se recusou a ser
substituído por Dorival Jùnior, foi algo inédito, engana-se.Ganso, hoje no São Paulo,não quis deixar o campo, mas não entrou em discussão com Dorival. Guerrero, por sua vez, explodiu. Indignado com o sinal de substituição, ele fez gesto de negativo, jogou a camisa longe e deixou o gramado. Quem conta a história é Julio Garcia, que seria o treinador do atacante dois anos mais tarde. Era a primeira vez que Garcia via Guerrero em ação.
- Quando ele passou na lateral do campo e me viu, ficou paralisado. Eu lhe dei uma bronca, mandei pegar a camisa de volta e pedir desculpa ao treinador dele na época (Rafael Castillo, que atualmente tem 85 anos e não se recorda desta história). A mãe e o pai dele me parabenizaram - diz Garcia.
Preleção "com Ronaldo"
Curiosamente, o próprio Ronaldo influenciou a infância de Guerrero. Certo dia, antes de um clássico da base contra o Sporting Cristal, Julio Garcia mostrou na preleção um vídeo com gols do craque. Guerrero e Farfán, parceiros desde aquela época, ficaram maravilhados e até se esqueceram de comer. Garcia, então, prometeu cópias das imagens de presentes à dupla caso eles marcassem. Resultado: 2 a 0 para o Alianza Lima, com um gol de cada, e recordação do Fenômeno garantida.
Influenciado por R9, Guerrero já mostrava faro de artilheiro na base do Alianza, clube pelo qual ganhou diversos prêmios. Mas seu estilo nem sempre foi de centroavante, conta o treinador Rafael Castillo.
(Foto: Marcelo Hazan / Globoesporte.com)
Técnico de Guerrero dos 11 aos 15 anos, ele diz que o fato de o jogador ter iniciado jogando nas ruas de Lima lhe trouxe vantagens e defeitos. Castillo atribui o gosto e a paixão do atacante pelo esporte a esses momentos, mas recorda que teve de lapidá-lo para que aprendesse a jogar coletivamente, pois era um jogador fominha.
Felizmente para o Timão, ele mudou.
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